O peso da liberdade

É muito comum nos culparmos imensamente quando perdemos um compromisso, mesmo que não seja nada irreparável.

Ao chegar em Fortaleza, fui direto do aeroporto para a abertura do evento e tive a grata surpresa de ver como estava ainda mais bonito e grandioso do que o do ano anterior. É delicioso acompanhar o progresso das ações de qualidade. Muitos pediram para tirar fotos comigo, coisas de quem trabalha na TV, mas o carinho e simpatia com que solicitavam traduz a essência do povo de lá, sempre afetuoso e com um sorriso estampado, que faz com que nos sintamos acolhidos, aninhados até. E vi um bolo decorado com tipos de renda local esculpida em pasta e açúcar que adoçou meu olhar e ressaltou o talento e dedicação dos apaixonados pelo que fazem.

Nosso jantar após o coquetel de abertura no L’Ô restaurante foi surpreendente. De repente entrei num restaurante que poderia estar situado em Nova Iorque, Londres ou qualquer capital das mais descoladas. Sua decoração moderna e arrojada foi cenário de um espetacular degustar de delícias e trouxe aquele conforto especial que sentimos quando acarinhamos nosso paladar.

No dia seguinte após a palestra, parei na feirinha e me esbaldei com toalhas e guardanapos daquele artesanato lindo que leva os gringos e eu, assumidamente à loucura. Peguei a mala no hotel e fui visitar e claro me entregar a excelente gastronomia vinda do mar do Vojnilô, de meus queridos amigos Lucio e sua linda Emanuelle, mas aflito pois embarcaria de volta naquela noite. Entre lagostas únicas e risadas gostosas me permiti deixar o tempo passar com vagar e prazer e claro,perdi o horário. Decidi ir embora no dia seguinte e ali ficamos embalados entre espumante e um limoncello caseiro, vindo de uma garrafa com um iceberg a sua volta, até a madrugada. Para remarcar a passagem depois desta noite que lembrarei sempre com carinho ainda mais pela gentileza do dono do restaurante que me levou ao aeroporto para remarcar a passagem e me deixou no hotel as cinco da manhã!

Voltei cansado da correria no pouco tempo de permanência, mas um cansaço especial, reconfortante até, pois trazia com ele uma enorme sensação de prazer, aquela que acompanha os bons momentos da vida. O que aliás, faz com que ela valha tanto a pena. E como não tinha nada extremamente importante para fazer neste dia, deixei de lado a cobrança para comigo mesmo, e leve como a brisa do Nordeste, acrescentei mais um capítulo único ao inestimável livro de memórias da minha existência.

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